Quase todos os amores platônicos são idealizações. São fruto da nossa necessidade de se apegar aos próprios sentimentos, que são tão raros e portanto tão difíceis de abandonar.
É cruel reconhecer que nossos amores impossíveis não são nem impossíveis e nem amores: são apenas criações da nossa mente, são distrações para a nossa rotina. No entanto, não é preciso encarar com tristeza esta constatação. Dar-se conta disso é um alvará de soltura.
Temos que aprender a nos livrar destes amores pegajosos e imperfeitos, que nunca se concretizam, nunca se realizam. Já que estão longe dos olhos e longe do coração, que mantenham distância da nossa mente também.